Lava Aí

2020

✰ Premiado no concurso Cidade Saudável, Casa Saudável, categoria Cidade Saudável

A proposta Lava Aí consiste em uma metodologia de planejamento urbano para identificar locais prioritários para a implementação de pontos de higienização das mãos e consumo de água em espaços públicos, tendo como foco a segurança sanitária e a retomada da confiança das pessoas para retornar às ruas e às atividades cotidianas de modo saudável. O processo metodológico para implementação dos dispositivos conta com três etapas: (1) Mapeamento de Locais-Chave e Hierarquização, segundo critérios adaptados ao contexto de cada município; (2) Síntese, em que são identificados os locais que precisam dos dispositivos em caráter emergencial; (3) Implementação, em que são apresentadas diretrizes e exemplos para a escolha de modelos de pias comunitárias.

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1 · mapeamento dos locais-chave

O mapeamento dos locais-chave para a implementação de dispositivos utiliza ferramentas de geoprocessamento para obtenção e análise de dados espaciais, além de mapeamento colaborativo e diálogo com diferentes atores. No estudo de caso para Porto Alegre/RS, são propostos seis grupos de critérios para a definição da localização dos dispositivos de higienização. Os locais mapeados são hierarquizados com base no risco de contaminação que oferecem e na intensidade de fluxo de pessoas, sendo classificados como prioridade altíssima, alta, média ou baixa.

2 · mapa síntese de prioridades

Os locais mapeados e ponderados resultam em um mapa síntese, que orienta a implantação dos dispositivos nos territórios. Esse mapa é disponibilizado em um site interativo, em que a população pode visualizar quais são os locais prioritários e o status de implementação dos dispositivos, além de possibilitar que sejam feitas sugestões de novos pontos conforme a diretriz de mapeamento colaborativo. É gerada uma malha hexagonal (lado=250m) que cobre todo o território municipal, de modo a criar uma superfície homogênea para a identificação das áreas prioritárias. A cada hexágono é atribuído o valor da soma dos pesos dos critérios ali localizados - ou seja, cada hexágono da malha tem um valor. Os valores  resultantes dão origem a quatro classes de prioridade

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3 · implementação

A implementação dos dispositivos no território deve ser realizada a partir do diálogo com os moradores locais e com os usuários, de modo a gerar engajamento e garantir que haja “guardiões” locais das infraestruturas - pessoas atentas ao seu uso e manutenção. Duas diretrizes devem ser seguidas na escolha do modelo de dispositivo e sua implementação local: acessibilidade universal e a potabilidade da água - questão fundamental para a garantia da saúde dos usuários. Há diversos tipos de dispositivos sendo implementados nas cidades brasileiras e cartilhas ilustrativas sobre a aplicação das técnicas construtivas, compondo um grande apanhado de soluções tecnológicas. A escolha do modelo deve ser realizada a partir do reconhecimento do contexto local de aplicação, bem como da disponibilidade de recursos financeiros e materiais. Os custos de implementação são baixos, e o fornecimento de água pode ser feito a partir da própria rede pública ou parcerias locais com equipamentos comunitários e empresários.

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equipe:

Arq. Camila Bellaver Alberti

Arq. Mariana Mocellin Mincarone